Publicado em: Journal de l’Aviation | DÉFENSE & SÉCURITÉ
Romain Guillot | 15 de junho de 2016

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A empresa brasileira ALTAVE fez um balanço sobre seu novo aeróstato durante uma conferência UGS (Unmaned Global Systems) organizada nos bastidores do Salão Eurosatory em Paris, França. O balão cativo ALTAVE OMNI foi desenvolvido especificamente para assegurar a vigilância dos próximos Jogos Olímpicos de verão, que serão realizados no Rio de Janeiro em agosto.

Para seu Diretor e cofundador Bruno Avena de Azevedo, trata-se simplesmente da “primeira utilização de um aeróstato de vigilância em um evento deste tipo e em ambiente urbano.” Segundo ele, as autoridades brasileiras escolheram esta solução porque os meios usuais, e notadamente os helicópteros, apresentam demasiadas dificuldades em assegurar esta tarefa, por diversas razões. Por um lado porque as operações seriam muito complexas, dadas as limitações de duração de tempo de voo (reabastecimento) e questões relacionadas ao ambiente urbano (segurança), mas particularmente por causa dos custos envolvidos, uma vez que ocorrerão até quatro eventos desportivos simultaneamente.

Bruno Avena de Azevedo afirma também que as autoridades brasileiras queriam uma solução com o imperativo de poder focar e ampliar sobre uma zona precisa, mas sem perder todas as informações do entorno do alvo, a “big picture” – e tudo isso, evidentemente, sendo realizado em tempo real. A solução deveria igualmente poder cobrir uma superfície de 40km² com uma resolução de 39cm, o suficiente para detectar uma arma de fogo de tamanho médio à longa distância. O aeróstato, portanto, foi a solução lógica, com uma conexão de dados de banda larga por cabo.

“Tudo é gravado em tempo real, podendo-se recuperar as imagens de até três dias para trás”, explica Bruno Avena de Azevedo. O optrônico garante uma cobertura de 360º com uma resolução 15 vezes superior à das TVs 4K (cada imagem equivalendo a uma captura de 120 megapixels). As imagens podem alcançar um raio de 3,7km, sendo que a resolução máxima só fica disponível em um raio de 2,1km.

Fonte: Journal de l’Aviation