ALTAVE’s tethered aerostats factory will be set in Minas Gerais (Portuguese only)

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Publicado em: Diário do Comércio
Por Thaíne Belissa | 12 de abril de 2018

Balões são usados para monitoramento e radiocomunicações
ALTAVE, desenvolvedora de soluções para monitoramento e conectividade baseadas em balões cativos, terá nova sede em Minas Gerais
A empresa atua tanto com a venda quanto com o aluguel de balões (FOTO: DIVULGAÇÃO/ALTAVE)

Minas Gerais vai abrigar uma fábrica da ALTAVE, fabricante de aeróstatos cativos, popularmente conhecidos como balões. Usados para monitoring and telecommunications, equipados com câmeras de alta definição, eles são capazes de varrer grandes áreas em 360 graus.

A nova planta faz parte do plano de expansão da empresa, que acaba de receber investimentos do fundo Aerotec, gerido pela mineira Confrapar, e conta com recursos da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). O aporte feito na fábrica em Minas Gerais e a localização exata não foram revelados, mas o CEO e cofundador da ALTAVE, Bruno Avena, garante que a unidade ficará no Triângulo Mineiro e destaca que a expectativa é de que, com a expansão, a empresa atinja a capacidade de produção de 10 balões por mês.

Os recursos aplicados na empresa por meio do fundo Aerotec também não foram divulgados. O investimento ainda conta com aporte do Criatec II, fundo de investimento em empresas inovadoras de base tecnológica, gerido pela Bozano Investimentos e Triaxis Capital, e que conta com recursos de vários bancos, entre eles o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). O CEO da ALTAVE destaca que essa forte participação de instituições de fomento em Minas Gerais foi essencial para a escolha do Estado para a expansão do negócio.

?Contar com parceiros importantes e que demonstram vontade de fazer junto é muito importante. A Codemig tem vontade de atrair empresas de alta tecnologia para o Estado, então isso foi bem decisivo para a nossa escolha?, disse. Além disso, Avena destaca a grandeza do território de Minas Gerais, o que favorece a demanda pelos balões cativos para monitoramento de área, assim como a oferta de mão de obra de qualidade no Estado.

?Ainda estamos negociando o local exato da instalação da fábrica, mas já sabemos que será no Triângulo Mineiro. Tomamos essa decisão baseada em pontos estratégicos, como localização, facilidade de logística, proximidade de parceiros e clientes e custos em geral?, diz. O executivo explica que a maior parte da produção dos balões será transferida para Minas Gerais. A planta de São José dos Campos permanecerá apenas com o centro de Pesquisa e Desenvolvimento com o processo de integração do balão com componentes mecânicos e eletrônicos.

Prazos – De acordo com o CEO, a construção da fábrica deve começar nos próximos meses e a previsão é de que ela seja inaugurada ainda neste ano. Ele não revela a atual produção, mas afirma que a expectativa é de que, com a nova fábrica, a indústria atinja a capacidade de produção de 10 balões por mês. Além disso, o executivo planeja crescimento em exportação. Entre os mercados de interesse da ALTAVE estão Europa, América Latina e Oriente Médio.

Avena explica que a empresa atua hoje tanto com a venda quanto com o aluguel de balões. Eles são utilizados para o monitoramento de áreas na segurança pública, segurança de eventos e em segmentos como agronegócio and energia. Além disso, o balão também pode ser usado para levar connectivity a áreas sem cobertura de operadoras. ?Áreas rurais estão demandando cada vez mais conectividade e nós conseguimos levar wi-fi para regiões muito distantes porque o balão pode subir muito alto?, explica. Segundo ele, o custo da utilização do balão por hora chega a ser 10 vezes menor que outras opções, como torres ou helicópteros.

Font Diário do Comércio

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